.:cadernos grampeados:.
   "CASO SÉRIO" - MAIS UM FIM DE SEMANA - #40 - 28 e 29 NOVEMBRO DE 2009

Mais um fim de semana de casa cheia. Não chegamos a lotar o teatro, mas tivemos duas casas cheias.

Na sexta-feira tínhamos feito um ensaio. De volta ao Ato, à sala que Andréa usa para dar aulas e que nós usamos para ensaiar a peça.

Desta vez, sem Claudinho, que estava em Ilhéus, para um compromisso de trabalho.

Fizemos uma passagem geral.

Sábado, fizemos um espetáculo quente. Emocionado e, ao mesmo tempo, correto. O interessante foi ver o público que quase lotou o teatro.

Era público comum. Não havia pessoas conhecidas, quase nenhum convidado.

Eu sempre fico olhando a entrada do público, por uma fresta ou buraquinho entre as cortinas. Sempre fiz isso. Nem sei por que faço. Me dá um friozinho na barriga ver aquilo. Dá pra sentir a expectativa das pessoas. Ou será a minha expectativa que eu projeto nas pessoas.

Enfim, o sábado foi animador.

Domingo, havia alguns amigos na plateia. Um professor da Escola de Teatro, um ator com a esposa. Algumas caras conhecidas. Isabela foi me ver, com a mãe.

Acho que somente agora, na quarta semana de apresentações, estamos dominando a peça, eu e Andréa. Com as repetições, estamos trafegando pelas emoções das personagens sem forçações, sem sustos. Deixando fluir com delicadeza cada nuance.

Outra coisa importantíssima pra mim - que eu considero o meu grande desafio neste trabalho - é a composição da caracaterização da personagem. Estudar cada gesto, cada virada de olhos, cada entonação de voz. Isso tudo sem perder a naturalidade exigida pela peça.

Nas apresentações desta semana, finalmente consigo compreender que estou conseguindo realizar este desafio que eu mesmo me propus, como ator. Nesse sentido, a presença de george (assistente de direção) foi fundamental. Desde o princípio, eu "encomendei" o olhar dele nesse ponto específico.

Como George é um ator que se especializou em caracterização de personagens, eu achei que ele seria de grande ajuda, na composição da minha personagem nesta peça. Corpo, voz e interpretação a serviço desta composição.

Criar em cena uma pessoa diferente de mim, mas totalmente verossímil, uma ilusão de um ser verdadeiro. Que vive e respira somente ali, no palco, naqueles 75 minutos. E sobrevive na memória do público que assiste.

Acredito no teatro assim.



Escrito por Celso Jr. às 09h17
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   O BURACO É MAIS EMBAIXO

Como eu já havia previsto desde que foi lançado nesse formato, não houve projeto selecionado para a categoria adulto do TCA.Núcleo.

Por falta de inscritos.

Houve apenas um único projeto inscrito, mas cujo proponente não se enquadrava nos critérios exigidos pelo Edital.

No afã de ser democrático, o TCA inventou um novo formato para o TCA.Núcleo.

Antes era a direção artística do Teatro Castro Alves que convidava um encenador, que propunha um projeto a ser executado. Então, o diretor selecionava o elenco em audição pública, às vezes convidando um ator. Assim tivemos Otelo, em 1995; O sonho, em 96, Medéia, em 97. Nem sempre bons espetáculos (Lábaro estrelado e Baile de máscaras são exemplos mal sucedidos, na minha opinião), mas o problema não estava no formato em si. Estava na condução por vezes equivocada dos espetáculos.

Enfim. Desde 2008, decidiram que os projetos do TCA.Núcleo seriam escolhidos democraticamente a partir de um edital, dependendo de uma demanda espontânea. Aí, o bicho pegou. Houve, no primeiro ano apenas 5 projetos inscritos. Venceu Policarpo Quaresma, sob direção de Luiz Marfuz.

No segundo ano, houve novamente 5 projetos inscritos, os mesmos quatro que haviam sido recusados no ano anterior mais um outro. Foi selecionado o fraco Jeremias, profeta da chuva.

No terceiro ano, apenas um inscrito. E que não atende aos critérios burocráticos do Edital, sequer foi julgado no mérito artístico.

Desde o primeiro momento, eu havia previsto que isso aconteceria. Falei aos dirigentes do TCA, que são pessoas amigas, que o problema era o formato. Que essa demanda democrática demais era temerária. Que o TCA.Núcleo é um dos raros e únicos meios de o Governo atual afirmar sua opinião estética-ética-política na área da cultura.

Os projetos precisam ser realizados sob encomenda, os nomes dos encenadores convidados devem ser decididos através de um decisão da direção artística e administrativa do TCA. Assim o TCA estará emitindo sua opinião: queremos um espetáculo assim, assim, dirigido por fulano ou fulana, que represente nossa posição política e estética. Deixando claro assim o posicionamento do TCA - e, em última instância, do Governo da Bahia - em relação à produção teatral no seu governo.

Por um lado fico triste. O projeto TCA.Núcleo vem definindo os parâmetros de boa qualidade da produção baiana nos últimos tempos. Mas com Policarpo e Jeremias esses parâmetros se tornaram assustadores.

Por outro lado, esse tipo de proposta que depende de demanda espontânea desmascara a incapacidade dos governos ligados ao PT de emitirem qualquer opinião que seja. Sob pena de serem tachados de opressores ou estarem beneficiando este ou aquele indivíduo.

É uma pena que entre o discurso democrático e a prática política haja este abismo instransponível.

Boa sorte ao TCA.Núcleo. Fico na esperança de que os bons espetáculos que já estiveram em cartaz permaneçam na memória como boas lembranças de um passado que não voltará.



Escrito por Celso Jr. às 10h09
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   "CASO SÉRIO" - DOMINGO MEIGO - #39 - 22 NOVEMBRO DE 2009

Domingo de teatro cheio.

Pequenos deslizes de texto, um pequeno erro de operação de luz tirou a mim e a Andréa de tempo totalmente, justamente nos telefonemas.

Essa cena dos telefonemas é muito complicada. Primeiro porque não há exatamente uma relação direta entre o que um fala e o outro. As falas são fragmentos de telefonemas que vão sendo trocados entre Rodrigo e Cecília, durante os quatro anos em que ela está morando em Paris.

Pra memorizar qual fala vem depois que qual já foi um martírio. Além disso, é importante que a operação de luz acompanhe o ritmo dos atores. A cada novo fragmento, a de um luz precisa apagar e imediatamente a luz do outro tem de acender. E isso nas mesmas deixas do texto.

Quando isso não acontece, eu e Andréa perdemos o tempo, o timming e o texto! Aí, a cena fica maluca.

No domingo houve isso. Mas muito discretamente. O público não chega a perceber, mas os atores sofrem e não conseguem relaxar.

Essa peça tem uma característica muito forte que é a humanidade das personagens e a forma como as relações humanas são tratadas.

Há coisas ditas no texto da peça que eu nunca li (ou assisti) sendo ditas em nenhuma outra peça. E olhe que eu já li muitas peças de teatro nos meus 41 anos de vida. Coisas ditas de maneira direta e simples, coisas de gente, ditas como a gente fala.

É por isso que eu compreendo quando dizem que o trabalho dos atores não aparece. É porque a gente faz - tenta fazer, pelo menos - com que a humanidade das personagens atravesse os nossos gestos, nossos corpos, nossa voz, com pouca ou quase nenhuma interferência aparente.

Isso é uma ilusão. Houve uma construção minuciosa de gestos, tons de voz e corpo para garantir a ilusão de que Rodrigo e Cecília pareçam que existam. E essa ilusão é criada com tanta delicadeza que nós aproximamos de nós mesmos a ponto de criarmos uma segunda natureza capaz de confundir os menos atentos a ponto de acharem que essas personagens são idênticas aos atores.

Mas eu não sou daquele jeito. Eu empresto alguns dos meus gestos - e copio gestos de pessoas próximas - a Rodrigo para compor a ilusão de que ele existe.

Andréa empresta sua voz e sua intensidade a Cecília, mas ela não é Cecília.

Tem um livro de Denis Diderot chamado Paradoxo do ator que fala justamente sobre isso, sobre esse paradoxo que existe entre o ator e sua personagem.

Uma dúvida que sempre permanece: será que emoções verdadeiras parecem verdadeiras, quando são colocadas num palco?



Escrito por Celso Jr. às 19h24
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Escrito por Celso Jr. às 16h45
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   "CASO SÉRIO" - MINIMALISTA - #38 - 21 NOVEMBRO DE 2009

Antes de "Caso sério", fui com Léo assistir ao espetáculo de Antônio Abujamra intitulado Começar a terminar, uma colagem de peças, romances e textos diversos de Samuel Beckett. Eis que no meio da peça, comecei a reconhecer as palavras ditas em cena.

No meio da peça, o ator começou a citar trechos da minha dissertação de mestrado. Especificamente, na página 76, da minha dissertação, que fala sobre como ao ler Proust, Beckett definiu sua linha moral e ética, e sua relação com o Tempo, a Memória e o Hábito.

Ao terminar o espetáculo, fui ao camarim para cumprimentar os atores e informá-los de que o autor daquele trecho estava presente. Abujamra foi simpático e chamou o ator Miguel que o ajudou a fazer a adaptação do texto. E ainda disse que eles iriam me matar, para não ter testemunhas do "roubo".

Achei divertido e me senti lisonjeado ao ver minhas palavras em cena. Só achei que podia ter sido creditado.

Mas minha dissertação está online. E, sei que o que está na net é do mundo. Mas o ator Miguel reconheceu que eles construiram o texto usando várias referências. Eu acho que não custava nada citá-las no programa da peça. Eu faria isso.

Saí de Começar a terminar e fui direto pro Rio Vermelho, para fazer Caso sério.


Mais um dia de plateia lotada. Algumas presenças importantes: Léo e D. Augusta (sua mãe), D. Mary (mãe de Adriana Arapiraca, uma fofa!), meu ex-professor Armindo Bião (que ficou profundamente emocionado) e minha comadre-a-mulher-mais-bonita-do-mundo Débora Santiago.

Foi um espetáculo bonito, emocionante. Com alguns problemas de luz (sempre!) e com um tom pouco acima do desejável.

O público estava ruidoso demais, havia uma pessoa se manifestando em voz alta, logo nas primeiras filas. Eu e Andréa estávamos um pouco excitados demais. Eu acelerando e Andréa intensa demais.

Mas foi bonito.

Estamos caminhando para o fim das apresentações e estamos muito contentes com a resposta do público e com a peça.

Recebi um comentário por e-mail, dizendo que a peça tem um equilíbrio de interpretação entre os atores, que Andréa aquece a cena com sua intensidade enquanto eu proponho uma interpretação leve e minimalista.

Adoro ser minimalista. Deve ser por isso que eu gosto de Beckett e Philip Glass. Ou o contrário.



Escrito por Celso Jr. às 12h09
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   "CASO SÉRIO" - UM DOMINGO QUALQUER - #37 - 15 NOVEMBRO DE 2009

Tivemos a casa cheia no domingo. Segundo a notícia que eu soube, eram 97 pessoas assistindo ao espetáculo.

Bom ter o teatro cheio.

A peça saiu bem tanto no sábado quanto no domingo.

Houve uma coisa engraçada na apresentação de domingo. Num determinado momento, cruzei o olhar com um amigo psicanalista que estava na plateia. Eu sabia que ele estava lá, eu mesmo tinha oferecido um convite. Mas cruzar com olhar dele me tirou de tempo. Isso acabou provocando alguns pequenos deslizes de texto.

Outra coisa foi, numa das cenas cruciais, em que a peça tem uma pequena virada na trama, e fica um clima intimista, um adolescente que estava na primeira fila, começou a abrir um pacote de alguma coisa (balas, chiclete, amendoim?). E o barulho do papel celofane do pacote começou a me desconcentrar. Tive de usar a técnica do círculo de atenção (nessa horas é que a gente vê o quanto é bom ter estudado o velho Stanislavski) para continuar no trilho da cena, sem me perder.

Depois da peça, fomos comer pizza na Santa Pizza. Acabei tomando um sorvete depois.

Era domingo, me permiti sair um pouco da dieta.

Esta semana, vou ver Uda, para saber a quantas anda meu colesterol e o resto. Mas creio que deva estar tudo bem.


Comecei a corrigir as provas de meus alunos.

A quantidade de erros de ortografia e conjugação verbal é imensa. Os estudantes formados durante a década de 90 não sabem mais escrever. A língua portuguesa está se fragmentando, se dissolvendo. A última flor do Lácio está murchando.



Escrito por Celso Jr. às 10h27
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   "CASO SÉRIO" - UMA MULTIDÃO EM DELÍRIO - #36 - 14 NOVEMBRO DE 2009

A apresentação deste sábado bombou!

Superlotamos o pequeno teatro SESI. Logo cedo se formou uma fila na bilheteria.

Infelizmente, por alguns motivos, pessoas importantes ficaram de fora (profª. Denise), alguns de nossos convidados especialíssimos (Harildo, Sobreira, entre outros), essa confusão se deu por alguns motivos que se sobrepuseram : a)inexperiência do bilheteiro que não "bloqueou" os ingressos da lista de convidados; b) inexperiência da assistente de produção em lidar com a situação confusa ocasionada pela grande quantidade de público presente; c) falta de traquejo e jogo de cintura de Claudinho em lidar com a situação; d) ausência da produtora (Fernanda está em viagem) e do assistente de direção (a peça de George estendeu a temporada por mais um fim-de-semana) que poderiam lidar melhor com a confusão; e) minha falta de ideia, eu deveria ter retirado os convites dos meus convidados na bilheteria, como fez Claudinho com os convidados dele.

Harildo ficou chateado e tomou um taxi de volta pra casa. Eu só fiquei sabendo que ele não tinha entrado, depois que a confusão já estava armada. Até agora não responde aos meus telefonemas. Deve estar chateado. Ele tem 70 anos, é uma espécie de pai, pra mim. Entendo a chateação. Se eu estivesse lá fora, durante  confusão, teria retirado alguém da plateia e teria cedido o lugar a Harildo.

Sobreira agiu com humor. E, em certa medida, ficou feliz com o fato de não conseguir entrar por causa do excesso de lotação do teatro. Isso significa que a peça está indo bem.

A professora Denise me informou pelo Twitter que atravessou a cidade, desviando dos bêbados voltando da praia, só pra assistir à peça. Mas não conseguiu ingresso. É uma pena.

Mas, por outro lado, eu não posso ficar chateado porque pessoas queridas não puderam entrar devido ao excesso de lotação. Tô fazendo a Polyanna. Vejo o lado bom da coisa.

Finalmente eu consegui dar um jeito na luz dos nichos da estante do cenário, para melhorar a visibilidade dos objetos. Fiz uns anteparos com papelão (comom teste) e funcionaram muito bem! Farei com madeira. Vou mandar alguém fazer, claro. Porque eu sou versátil, mas não sou marceneiro.

A peça saiu redondinha. Bonita, limpa, na medida. Humor onde tinha de ter. Emoção controlada (no palco, porque na plateia, o chororô era "audível"!)

A diretora do teatro SESI finalmente foi nos assistir. Estamos negociando mais algumas semanas de apresentações ali.

Minha estratégia é permanecer no pequeno teatro do SESI por alguns meses, mesmo com lotação esgotada. E depois, ir para um teatro maior. Fazer o nome da peça circular. Transformar essa dificuldade em conseguir ingressos em marketing do espetáculo.


 

No mais, tudo correndo bem. Sigo em dieta.

Troquei minha conexão 3G pela VIVO. A minha conexão Oi não funcionava em Laranjeiras, meu local de trabalho. Chato isso. Dizem que a Vivo funciona. Vou testar e aviso.

Tô indo!



Escrito por Celso Jr. às 18h50
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   "CASO SÉRIO" - O ENSAIO QUE NÃO HOUVE - #35 - 13 NOVEMBRO DE 2009

Eu e Claudinho marcamos um ensaio do monólogo final aqui em casa. E realmente "trabalhamos" a cena, Claudinho explicou alguns detalhes e modificou algumas nuances da cena final.

Isso tudo à tarde.

Porque à noite, havíamos marcado um ensaio-geral no teatro, com a cenografia e a iluminação, com tudo funcionando.

Chegamos no teatro por volta das 22h. Mas o show havia terminado naquele minuto. Ficamos observando Kika (o responsável técnico do teatro) arrumar o palco e Anderson (nosso contra-regra e montador de cenário) arrumarem tudo para o ensaio-geral.

Eis que chega nosso iluminador (Pedro) e despacha a bomba. Toda os nossos equipamentos de luz havism sido deslocados. Toda a luz da peça deveria ser recolocada no lugar e reafinada, para só depois, começarmos o ensaio propriamente dito.

Ou seja, não haveria a menor possibilidade de começarmos qualquer ensaio antes de 1h da madrugada. E mesmo começar nesse horário era incerto.

Então, Claudinho passou algumas indicações para Andréa. E resolvemos bater-texto. Claudinho interferiu em alguns momentos, para modificar ou acertar detalhes.

Quando terminamos a passagem de texto, já era 1h da manhã. E Claudinho foi pra cabine de iluminação, resolver os pepinos da luz, com Pedro.

Eu e Andréa fomos embora.

Esse pseudo-ensaio acabou sendo testemunhado por Artur e Mariah. Amigos presentes nessa roubada. Na verdade, foi até divertido.

Bater o texto sem compromisso emocional com as emoções da montagem é sempre divertido.

Vou levar umas folhas de cartolina para ver se hoje eu consigo resolver a visibilidade dos objetos dentro dos nichos da estante do cenário. A luz interna dos nichos está se projetando na cortina semi-transparente o que dificulta a visão dos objetos. O efeito fica prejudicado. Vou resolver isso, nem que eu tenha que comprar um rolo de cine-foil (que custa R$ 140 !) Vou tentar resolver com cartolina e papel-laminado. Vou improvisar meu próprio cine-foil.

Hoje a expectativa em relação à peça está grande.

Se todas as pessoas que disseram que iam forem, teremos uma multidão se acotovelando no Teatro SESI.

Depois eu conto como foi.



Escrito por Celso Jr. às 12h10
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   "CASO SÉRIO" - A PRIMEIRA CRÍTICA - #34 - 12 NOVEMBRO DE 2009

Saiu no jornal A Tarde do dia 12 de novembro, assinada pela jornalista (e atriz, formada pela Escola de Teatro) Eduarda Uzêda.

Um longo texto, onde ela faz uma descrição minuciosa da peça, ilustrado por uma bela foto de cena.

Em sua crítica, Uzêda afirma que gostou da peça, destaca o texto da peça como um ponto alto. Outro ponto alto apontado pela crítica é o trabalho dos atores que, segundo ela, "convence" e "expõe com generosidade" o perfil das personagens. Ela ainda elogia a cenografia e consegue fazer um leitura bem interessante dos elementos cênicos do cenário, que ela afirma que funcionam como "metáfora dos compartimentos inconscientes" das personagens. Boa leitura dela. Ela apenas faz uma ressalva à direção do espetáculo que, segundo ela, "perde o tônus", nas cenas finais.

Sem dúvida, o comentário crítico é um avanço para o marasmo em que estávamos vivendo.

Bom saber como nosso trabalho está sendo percebido e recebido.

Estamos indo em frente.

Independente disso, marcamos um ensaio para a sexta-feira. E Claudinho quer repassar justamente a cena final (que nunca foi realmente "trabalhada" antes da estreia.)

Vamos em frente.



Escrito por Celso Jr. às 01h30
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   "CASO SÉRIO" - DIÁRIO DE MONTAGEM - #33 - 8 NOVEMBRO DE 2009

O segundo dia.

Há uma lenda/maldição que acompanha o segundo dia de espetáculos. Sempre dizem que acidentes acontecem, pequenos esquecimentos de texto, deslizes, essas coisas.

Não foi o caso de Caso sério, no domingo.

Justamente as confusões e deslizes do primeiro dia (principalmente da iluminação) foram sanados.

Na plateia 42 pessoas. Bem mais quietas que os 100 convidados da estreia. Não houve histeria, não houve explosão de gargalhadas. Houve uma espécie de diálogo suave entre palco e público.

Cheguei ao teatro por volta das 18h30min, depois de dar uma passadinha rápida no aniversário de 1 ano da pequena Alice Novaes Flores.

Fiquei no camarim, com Andréa, repassando o texto de algumas cenas da peça. Fiz a maquiagem - discretíssima! - e fui ao palco ver como andavam as coisas.

Coloquei o aquário com o peixe sobre um vaso, para fazer com que ele ficasse mais visível à plateia, e ainda forrei o fundo com papel laminado para refletir a luz. O peixe bombou!

Coloquei um caixote de papelão sob o relógio antigo, também para melhorar a visibilidade dele. Alguns ajustes nas luzes dos nichos da estante do cenário ainda precisam ser feitos. Talvez mudar a afinação de luz dos refletores que recaem sobre a cortina que cobre a estante. Não sei ainda.

No palco, uma pequena correria, para a arrumar tudo a tempo.

Descobrimos que levamos 1h10min montando o cenário. Com esse tempo escasso, não conseguiremos passar algumas cenas necessárias. Mesmo assim, resolvemos passar as mais críticas, principalmente para a operação de luz.

Pedro se saiu muito bem.

Por causa desses ajustes, acabamos nos atrasando quase vinte minutos para começar a peça.

Laís estava na plateia, junto com Euclides. Reinhardt (do restaurante austro-húngaro Bistrô do Porto) estava lá com a chef Maria Alice, sua digníssima esposa e co-taverneira. Amigos presentes.

Mais um dia feliz.


Eis aqui alguns comentários que chegaram por email, MSN, comentários do Orkut, Twitter...

"Não acho que a peça fale da amizade. O que ela joga na cara da gente é a solidão, o medo dela  e da falta de meios para enfrentá-la, como se a solidão fosse uma doença."  Raimundo Matos de Leão (diretor teatral, escritor, professor)

"A paciente gorda e ex-gorda da Dra. Regina mereceu nossos aplausos também!" Reinhardt Lackinger (taverneiro austríaco)

"comédia emotiva é o caralho, meu nome é cláudio simões, porra!" Breno Carvalho (antropólogo/publicitário)

"Jogou as minhas expectativas no asfalto - eu não imaginava DE JEITO NENHUM que seria tão forte/marcante/singular como foi, rs."  Dani Sampaio (adolescente)



Escrito por Celso Jr. às 03h19
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   "CASO SÉRIO" - DIÁRIO DE MONTAGEM - #32 - 7 NOVEMBRO DE 2009

Dia de estreia.

Acordei por volta das 10h da manhã. Liguei pra o teatro, pra saber se estavam precisandod e mim para alguma coisa. Eu sabia que eles estavam gravando a programação de luz. Fui informado que não seria preciso a minha presença.

Fui com Léo ao cabeleireiro dele. Ficamos lá. Minha ansiedade aumentou.

Depois fomos almoçar no Mignon e lá encontramos Claudinho.

Depois do almoço, voltei pra casa e tirei um cochilo.

Às 18h15, eu estava chegando ao teatro. Estava aquela correria.

Eu e Andréa fomos ao camarim e nos arrumamos. Logo depois, ficamos repassando algumas sequências de cenas, em meio à confusão de técnicos e luzes acendendo e apagando.

Num determinado momento, ficamos sabendo que já havia uma grande fila formada na porta de entrada do teatro. Vi que faltavam quinze minutos para as 20h. Falei para o operador de luz e para Claudinho que seria necessário passarmos uma determinada sequência da peça: os telefonemas.

Eu achava que essa sequência era importante para o operador de luz ficar atento, porque as mudanças de luz são precisas e eu e Andréa temos que ficar em lugares bem definidos, sob focos de luz.

Pedro informou que não saberia localizar na programação da mesa de luz a tal sequência, mas que ele estava seguro em relação à operação e que Claudinho estaria na cabine operando som.

E, mesmo comigo um pouco contrariado, demos acesso ao público.

Vários amigos na plateia. Eu e Andréa ficamos ouvindo o burburinho das pessoas entrando e se acomodando. Eu fiquei procurando uma fresta qualquer para poder ver quem entrava no teatro. Sempre faço isso. Andréa não. Ela preferiu ficar se concentrando e fazendo um pequeno aquecimento de corpo e voz.

Estava frio nos bastidores, minhas mãos estavam geladas.

Finalmente deram o terceiro sinal e começamos a peça. Foi tudo bem. O público gargalhando e interferindo no ritmo e no andamento da peça. Normal. Eu sabia que eles reagiriam, mas memso assim, foi um choque.

Tudo foi indo muito bem, até que justamente na cena dos telefonemas, começou o caos da mesa de luz. Acendeu um foco em mim, ok. Quando era pra acender o foco em Andréa, acendeu uma luz geral. Aí, ficou uma sequência assim. Foco em mim. Luz geral em Andréa.

Me desconcentrei totalmente. Acabei me perdendo em um dos textos (curtíssimos e complicados) dos telefonemas.

A partir daí, a luz ficou maluca.

Só depois da peça eu soube que era um defeito mecânico na mesa de luz do SESI.

Mas seguimos a peça. Aos poucos, as gargalhadas foram diminuindo e sendo substituidas por fungadas de choro.

Ao final da peça, os rostos das pessoas na plateia estavam chapados, lágrimas explícitas nos rostos de muitos.

Chamei ao palco Margareth e Claudinho, os autores. E falei que esta é uma peça feita por amigos, para amigos. E que era muito bom ter tantos amigos na plateia num dia de estreia.

Eu estava realmente feliz e emocionado.

Depois de arrumar tudo, fomos ao Póstudo. Onde saí da dieta.

Bom lembrar que minha médica (Dra. Uda!) estava na plateia e veio me cumprimentar felicíssima.

Agora é acertar os detalhes durtante a temporada. Já temos ingressos vendidos para hoje. E estamos com uma sensação de que a peça vai "pegar".

Tomara.

Amanhã, tô indo pra Aracaju.



Escrito por Celso Jr. às 12h04
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   "CASO SÉRIO" - DIÁRIO DE MONTAGEM - #31 - 6 NOVEMBRO DE 2009

Véspera de estreia. Fizemos jornada dupla.

Primeiro passamos a peça inteira na sala de ensaio, com a presença de uma jornalista de A Tarde. Ela está preparando uma matéria grande sobre Claudinho e pediu pra assistir ao ensaio. Foi um bom ensaio, meio frio, mas passamos tudo.

E aproveitamos para nos despedir da aconhegante sala de ensaio do Curso Ato, que nos abrigou confortavelmente durante todos os ensaios.

Saímos de lá por volta das 20 horas e fomos comprar uma roupa nova para Claudinho usar na estreia. Fiz ele comprar um black jeans super slim, na TNG por um preço inimaginavelmente bom. Ele aproveitou e adquiriu umas camisetas. Depois jantamos. Os três juntos (eu, Claudinho e Andréa)

Às 22h, terminamos de tomar um café e fomos para o teatro, ver o andamento da montagem do cenário, para a noitada de afinação de luz.

Aos poucos foram chegando vários membros da equipe.

Eu fui com Léo. Anderson (nosso contra-regra) já estava começando a montar o cenário junto com Kika (técnico competentíssimo do SESI). Logo em seguida chegaram Pedro (assistente-gatinho de iluminação) e Rogério Mercês (cenógrafo) com Roberto Nobre.

Depois chegaram Fernanda (nossa produtora), com Larissa.

Depois chegou Claudinho com um amigo de São Paulo, Gustavo, que veio assistir à estreia.

Ainda chegaram Andréa (que demorou para conseguir uma vaga para estacionar) e Tudella (que estava em outro compromisso)

Uma farra!

Enquanto Kika, Pedro, Anderson e Tudella terminavam de posicionar os refletores de luz, eu e Andréa fizemos um ensaio totalmente esquizofrênico. Passamos a peça inteira, com todas as falas, com todas as marcas, todas as entradas e saídas. Só que em voz baixa. Para não atrapalhar os técnicos.

Foi um ensaio surpreendentemente produtivo que nos deixou muito seguros a respeito das mudanças do espaço (sempre há uma adequação do espaço da sala de ensaios par ao palco)

Em alguns momentos, percebíamos que nossa "plateia" estava atenta, mesmo conosco falando o texto rapidinho e baixo. Foi bem estimulante.

Saímos de lá, por volta de 1h da manhã. O trabalho de afinação de luz nem estava na metade.

Hoje é a estreia. Amigos confirmaram a presença. Quero amigos na plateia. Rostos conhecidos.

Merda!



Escrito por Celso Jr. às 12h11
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   "CASO SÉRIO" - DIÁRIO DE MONTAGEM - #30 - 5 NOVEMBRO DE 2009

Finalmente fomos para o palco.

Montamos o cenário da peça e passamos a coreografia, com Warney.

O espaço no palco pareceu maior do que na sala de ensaio. Mas está lindo. Chique. Acho que a peça tende a ganhar muito com a cenografia de Rogério Mercês.

Depois fomos para a Rádio Metrópole, para mais uma entrevista, desta vez no programa Roda baiana, com André Simões e Fernando Guerreiro. Divertidíssimo.

Ao sairmos da rádio, voltamos ao teatro, para tomar algumas decisões técnicas a respeito do espaço. Chegando lá, vimos a cartilha-programa que tem o texto completo da peça. Ficou lindo!

À noite, encontrei com Andréa Elia, no shopping para ajudar a escolher algumas peças do figurino dela, que estavam faltando. Acho que fechamos o figurino dela.

A estreia é sábado. faremos alguns ensaios no palco antes disso.



Escrito por Celso Jr. às 10h16
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   "CASO SÉRIO" - DIÁRIO DE MONTAGEM - #29 - 4 NOVEMBRO DE 2009

Mais um dia de ensaio leve.

Repassamos a coreografia, depois passamos a peça inteira com ênfase na memorização de alguns pontos chaves da peça. Nesses pontos, a memória anda falhando.

Fizemos também um reforço nas mudanças de cena, marcando para que lado cada um vai, nas transições.

Depois do ensaio fui correndo assistir à estreia de Noite de reis, que está sendo apresentada por meus ex-alunos da FSBA, e tem George Vladimir (nosso assistente semi-ausente) no elenco.

A montagem tem um ritmo frenético, uma energia contagiante e um vigor impressionante. Uma delícia.

Depois, ainda fomos celebrarr os 70 anos de vida de Harildo Déda, meu mestre, meu pai no teatro. Ele estava contente, feliz da vida, com a vida. E eu super-orgulhoso de estar ao lado de Harildo nesse tempo todo.

Lembrei do aniversário de 50 anos dele, quando eu me convidei para a pequena festinha que foi oferecida a ele. Há vinte anos, eu era um impetuoso jovem de 21 anos. Harildo já era um mestre de 50.

Eu amo este homem.

E ele confirmou que irá assistir à estreia de Caso sério.

Emoção total.



Escrito por Celso Jr. às 10h10
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   "CASO SÉRIO" - DIÁRIO DE MONTAGEM - #28 - 3 NOVEMBRO DE 2009

Jornada trippla.

Comecei a trabalhar por "Caso sério" hoje de manhã. Marquei salão de beleza e fui pintar o cabelo para compor a personagem. Me livrei de todos os cabelos brancos.

Fui até o salão Hélio Hairdesign. Railda passou a química no meu cabelo e me deixou 30 minutos aguardando. Enquanto eu sentia meu couro cabeludo arder, ouvi a conversa de duas mulheres sobre religião, filosofia, morte e beleza.

Saí do salão com os cabelos grisalhos todos desaparecidos. Disseram que rejuvenesci...

À tarde, ensaio. Um ensaio light. Eu e Andréa passamos o texto da peça. Jogando o texto fora, brincando de passar a peça. Sem compromisso.

Claudinho chegou e deu algumas indicações.

Depois fizemos uma passagem de entradas e saídas de cada cena. Tanto eu quanto Andréa estamos com as cenas memorizadas, porém com dificuldades de lembrar qual cena vem depois de qual. Estamos resolvendo isso.

À noite, entrevista no programa Circulando, de Érika Saraiva, na Rádio Metropole. Foi divertidíssimo.

Tudo indo bem.



Escrito por Celso Jr. às 02h53
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   "CASO SÉRIO" - DIÁRIO DE MONTAGEM - #27 - 2 NOVEMBRO DE 2009

Mais um ensaio aberto para um pequeno público.

Desta vez foram Guiga (o sobrinho de Andréa, que é ator) e a namorada, um colega dele do Curso Livre chamado Ângelo; foram também os jovens atores Fernanda Veloso, Diogo Baleeiro e Vinícius (convidado de George).

Começamos 50 minutos depois do horário previsto.

Foi um ensaio emocionado, quente, com poucos esquecimentos de texto e quase nenhuma interrupção. Eu e Andréa resolvemos levar adiante mesmo os pequenos equívocos de texto, trocas de palavras.

Claudinho testou novas inserções musicais.

Foi um ensaio lindo.

Os convidados do ensaio anterior riam mais, nas cenas mais humoradas. Mas, no meio do ensaio, começamos a ouvir o "funga-funga".

Ao fim, tivemos uma conversa com os convidados, para saber as opiniões e impressões. O sentido desses ensaios é mais ou menos esse: coletar impressões e saber por onde podemos melhorar a peça, além de saber como cada elemento está sendo "lido" pelo público.

Mas tem sido emocionante.

Depois que as pessoas foram embora, Claudinho pessou algumas anotações que ele tinha feito durante o ensaio.

Desta vez, eu contei o tempo de duração da peça. 75min.

Estamos cada vez mais entusiasmados.


Só pra constar: estou pesando 73,0 Kg cravados. A barriga se foi quase totalmente. Quando comecei a dieta, eu estava pesando 83,2 Kg.

 



Escrito por Celso Jr. às 10h54
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   ANDRÉA ELIA NO FAUSTÃO

Há 18 anos, direto do túnel do tempo!



Escrito por Celso Jr. às 00h33
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   CASO SÉRIO - TEASER



Escrito por Celso Jr. às 00h14
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   "CASO SÉRIO" - DIÁRIO DE MONTAGEM - #26 - 1º NOVEMBRO DE 2009

Um ensaio especial.

Resolvemos convidar alguns amigos e pessoas próximas para assistirem a alguns ensaios. Mesmo na sala de ensaios.

Isso serve para ter uma noção de como a peça está sendo recebida pelas pessoas.

Nossa ideia inicial era convidar alguns amigos mais próximos. Mas aconteceu um fato inusitado.

Claudinho convidou o irmão, a cunhada e os dois sobrinhos (que já são adultos). Os sobrinhos vieram com as namoradas e com dois amigos e as respectivas namoradas.

No fim das contas, tivemos um público de pessoas praticamente desconhecidas, formado por nove convidados. Nenhum convidado meu ou de Andréa resolveu aparecer.

Foi uma experiência interessante.

Passamos a peça inteira, quase sem interrupções. Pequenos deslizes de texto.

Ao final, uma das moças estava em prantos. A emoção contaminou a todos.

Eles fizeram comentários animados sobre a profundidade das personagens, destacaram o humor e a "verdade" que eu e Andréa imprimíamos às personagens.

Saímos do ensaio contentes com a recepção.



Escrito por Celso Jr. às 00h08
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   "CASO SÉRIO" - DIÁRIO DE MONTAGEM - #25 - 31 OUTUBRO DE 2009

Um ensaio light.

Logo pela manhã, às 9h30, cheguei à sala de ensaio. Poucos minutos depois, chegaram Andréa e Claudinho.

Ele nos mostrou algumas inserções musicais nas quais ele tinha trabalhado durante a noite (Claudinho está sem dormir, ansioso, há alguns dias) e veio com uma novidade: novos diálogos em alguns momentos da peça.

Passado um primeiro susto, eu e Andréa lemos esses pequenos diálogos que, certamente, são detalhes que melhoram a qualidade do texto.

Passamos a coreografia, antes de iniciar o ensaio propriamente dito.

E começamos a peça. Quase sem interrupções.

Por volta das 11h chega Warney.

Passamos a coreografia várias vezes. Corrigimos pequenos detalhes. Então, numa das passagens, eu sugeri um movimento novo, menos "dançado", para ser feito por mim durante a coreografia. Claudinho e Warney se entusiasmaram. Se arrepiaram. A proposta fica! Warney pareceu bem contente com nossos avanços na realização da coreografia e nos deu uma bolsa para participarmos das suas aulas de dança-de-salão. Ficamos muito contentes.

Logo depois da saída de Warney, fizemos a agenda de ensaios da semana. Que é a semana de estreia.

Tô com um friozinho na barriga. Delícia.



Escrito por Celso Jr. às 12h18
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