.:cadernos grampeados:.
   CADERNOS DE VIAGEM - DIA #14 - PARIS

Acordamos cedo e fomos bater perna, depois do café-da-manhã no hotel. Descemos a Champs-Elysée andando e aproveitamos para ver a mostra de arte contemporânea de outono, montada numas tendas. Eatava fazendo frio e tinha uma bruma cobrindo mais da metade da Torre Eiffel.

Depois, descemos até a praça da Concorde e atravessamos a ponte, em direção à catedral de Notre Dame. A fila de turistas estava imensa. Desistimos de entrar. Mas fomos ao banheiro que fica no sub-solo da praça em frente à catedral. Uma senhora estava regulando a fila, de modo bastante peculiar, como um militar que organiza o trânsito. Foi engraçado. Ela ficava dando pressa a quem estava usando os sanitários. Pipi a jato!

Depois, fomos andando até a Grande Mesquita, onde tínhamos decidido almoçar. De entrada, pedimos uma salada de berinjela e cenoura condimentada. Depois pedimos couscous com merguéz (um tipo de linguiça picante de cordeiro) frango e kafta. O restaurante da mesquita é lindo e a comida é barata e muito gostosa. Foi um banquete. Na saída, ainda pegamos uns docinhos árabes.

Então, demos uma passada na loja da Lush (uma loja incrível de sabonetes) e compramos um estoque.

Então, entramos num metrô e fomos ao Museu D'Orsay, ao encontro de Telma. Saltamos no metrô dos Jardins des Tuilleries e o atravessamos. No Orsay, fomos direto para a exposição de nu masculino.

Provavelmente, a melhor exposição temporária já montada no Orsay. Várias obras de vários artistas, desde o século 17 até os dias de hoje, cujo tema é o corpo masculino nu. A exposição é divida por temas: heróis, deuses, atletas, o corpo desejado, o homem comum. É deslumbrante. Obras-primas clássicas e contemporâneas expostas de modo didático e de bom gosto. Uma pitada erótica, sem ser ofensiva ou abusiva. Um luxo.

Depois da exposição, fomos fazer algumas compras. Voltamos ao hotel e, depois de arrumar as malas, nos preparamos para o jantar.

Já eram quase 22h, quando pegamos o metrô em direção ao Marais. Ficamos circulando, vendo o movimento dos bares e restaurantes, com as bichas modernas e hipsters do Marais.

Escolhemos um restaurante que já tínhamos visto antes e não tínhamos ido. Comemos bem. O garçon teve dificuldade em se comunicar conosco, pois é uma área que não é muito frequentada por turistas. Mas deu tudo certo. Léo comeu pato. Eu comi um rigatone, que não tava muito bom.

Depois de jantar, já passava de 1h da manhã, pegamos o metrô para voltar ao hotel. Marcamos um taxi para nos buscar no hotel às 3:30h para nos levar ao aeroporto de Orly.

A viagem de volta é um capítulo à parte. 



Escrito por Celso Jr. às 00h52
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   CADERNOS DE VIAGEM - DIA #13 - PARIS

Depois de acordar e tomar café da manhã, fomos passear a pé. O dia estava ensolarado e frio. Descemos a Av. George V, em direção à Torre Eiffel. Passamos pela Mona Bismarck American Center, onde pudemos ver a belíssima exposição do fotógrafo armênio Yousuf Karsh, chamada Ícones do séc. XX, com fotos de personalidades mundiais da área da política, esportes, cinema e artes em geral. Uma bela exposição, com três galerias de fotos em preto&branco, todas em tamanho A3, com retratos de gente importante e interessante, incluindo Andy Warhol, Muhammed Ali, Grace Kelly, Hilary Clinton e muitos outros.

Depois, continuamos andando até a Torre Eiffel e aproveitamos o dia lindo para fazer algumas fotos. Pedimos a um turista chinês (que não falava uma palavra em inglês) para tirar uma foto nossa. Foi divertido, ele ficou muito assustado, quando eu me aproximei, mas entendeu o que eu queria e fez uma bela foto.


De lá, fomos até a região da Place Vendôme, fomos ver o apartamento de Coco Chanel, onde ficam as lojas chiques de roupas de Paris. Ali por perto, paramos para comer um sanduíche. Depois fomos de metrô ao Jardin des Plantes, mas antes entramos no Museude História Natural, que era um museu velhíssimo e empoeirado, quando estive lá em 1994 e agora está todo reformado, e apresenta o acervo de animais e plantas numa exposição high-tech. O passeio pelos jardins foi relaxante. Perto dali, há a Grande Mesquita de Paris, vimos que o restaurante estaria aberto e programamos o almoço pro dia seguinte lá.

Voltamos ao hotel e tomamos um banho e nos arrumamos pro jantar que estava reservado, no restaurante Les Ombres, que fica no terraço da cobertura do Museu Quai Branly. Pegamos um taxi e, em poucos minutos estávamos sendo recepcionados pelas simpáticas moças da recepção. Uma delas nos conduziu à nossa mesa, onde ela fez questão de dizer que teríamos uma bela vista da paisagem. O restaurante, decodado de modo moderno, tem o teto todo de vidro, o que permite uma visão deslumbrante da Torre Eiffel iluminada.

Na verdade, é um restaurante que os turistas gostam muito. A comida é contemporânea, e havia muitos turistas americanos, espanhóis e, na mesa ao lado, um rapaz brasileiro jantando com a sua avó.

O cardápio contemporâneo teve de entrada uma terrine de foie gras com saladinha, depois Saint Jacques (uma espécie de escargot francês) com purê de couve-flor e de sobremesa uma deliciosa torta de maçã caramelizada, acompanhada de sorvete de maçã verde. Tudo isso acompanhado com vinho de Bordeaux. É caro, mas a a vista e o atendimento valem a visita.

Depois do jantar, fomos caminhando até a Torre Eiffel e pudemos ver a lua brilhando por trás dela. Pegamos um taxi aí. A noite fria e revigorante nos conduziu até o hotel.



Escrito por Celso Jr. às 00h57
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   CADERNOS DE VIAGEM - DIA #12 - MARNE LA-VALÉE/PARIS

Acordamos cedo e tomamos café-da-manhã no hotel. Andamos até a estação Charles de Gaulle-Etoile e pegamos o trem para Marne La-Valée, uma pequena cidade que fica a menos de 1h de trem de Paris e que tem um imenso shopping e, atrás do shopping, um outlet de grandes marcas. Tínhamos ido a este lugar há uns três anos e fizemos boas compras de roupas e acessórios de grife, a preços bons. 

O trem para Marne La-Valée custa €6,45, adicionamos este trecho nos nossos cartões Navi-Go. (Só depois, ficamos sabendo que essa passagem só teria 3h de validade e tivermos de comprar a passagem de volta...) E saltamos na estação Val d'Europe, uma estação antes da Disneyland Paris.

Ao desembarcarmos do trem, o frio era grande, cerca de 9ºC com um vento que dava uma sensação de temperatura menor ainda. Mas estávamos bem agasalhados. Atravessamos rapidamente o grande shopping e fomos direto pra o Village La-Vallée, onde ficam as pequenas lojinhas das grandes marcas. Passamos por Armani, Jimmy Choo, Burberry, Kenzo e Calvin Klein. Mas, ao contrário das nossas expectativas, estava tudo muito caro e não valia a pena comprar. Os japoneses estavam fazendo a festa.

Paramos na Paul Smith e eu finalmente fiz uma comprar, uma camiseta e uma camisa de manga comprida linda. Fomos atendidos por um rapaz que parecia muito com Gilberto Gil jovem.

Fizemos um lanche (um sanduíche de salmão e uma coca-zero) e continuamos a nossa garimpagem. No fim do Village, atravessando uma pequena rua, perto do estacionamento, há três galpões com lojas para casa. Comprei uns utensílios na Habitat, mas não achei o que eu estava procurando (formas de gelo que eu havia comprado lá da outra vez... mas não tinham)

Já de saída, passamos na loja da Diesel e fomos atendidos por uma simpática moça chamada Aurianne, que nos fez experimentar cerca de 12 calças jeans cada um. Cada um acabou comprando duas calças. O interessante é pagar € 85 por uma calça jeans (que no Brasil custa R$ 600)

Voltamos para a estação de trem e, depois de comprar outra passagem, voltamos a Paris.

Deixamos as compras no hotel e saímos pra procurar um lugar pra almoçar, perto do Marais. Começou a chover. Uma chuvinha fria. Entramos numa brasserie chamada Jean Bart, na rue de Rivoli, um lugar bem simples, que vendia loterias, mas pareceu ter boa comida. Nossa aposta deu certo. Comida boa, com cara de comida francesa. Um vinho decente.

Depois de comer, fomos até o Centro George Pompidou, mais conhecido como Beaubourg, um prédio modeníssimo, cravado numa região mais antiga de Paris, compramos o ingresso de € 12 e subimos as escadas rolantes externas até o terraço.

Vimos duas exposições interessantíssimas: uma retrospectiva de Roy Lichtenstein e o acervo de arte contempoânea deles, cuja obra de destaque é a do brasileiro Ernesto Neto.

Depois da longa exposição, voltamos ao hotel e tomamos um banho, pra relaxar antes do jantar. Resolvemos comer ali por perto do hotel mesmo. A primeira tentativa foi um restaurante que tem uma bela vista pro Arco do Triunfo, mas que os preços eram abusivos. Então fomos ao Chez Clément's, que tinha sido muito bem recomendado no Foursquare. Comida tipicamente francesa de brasserie, mas ruim. De entrada, comi sardinhas com batata cozida. Prato principal uma bisteca de porco com um molho de anis estrelado e purê de batata sem sal. Não foi bacana...

Na volta pro hotel, passamos na Häagen Dasz, pra tomar um sorvetinho.




Escrito por Celso Jr. às 05h54
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   CADERNOS DE VIAGEM DIA #11 - PARIS

Depois de dormir muito, acordei descansado. Fui conferir o café-da-manhã do hotel Belmont e, como sempre, estávamos cercados de áraboes, como sempre. Já tínhamos nos hospedado neste mesmo hotel, mas agora está em reforma e o cafe-da-manhã é servido no bar. Tá divertido.

Saímos e fomos de metrô direto para a Fundação Cartier, para ver a exposição das esculturas de Ron Mueck. Só o prédio da Fundação Cartier já é um luxo, um prédio moderno de aço e vidro, que integra o jardim em torno. E a obra de Mueck é SENSACIONAL! Para além da técnica e do hiperrealismo, há uma poseia imensa em suas esculturas. O casal sentado na praia é algo de emocionar.

De lá, fomos ao Trócadero rapidamente, para tirar uma foto com a torre Eiffel.

Então, fomos até a região de Belleville e almoçamos no delicioso restaurante chinês Le Président. Chegamos tarde ao restaurante, por volta das 14:15h, o garçom chinês se adiantou logo pra dizer que a cozinha fechava às 14:30h e que deveríamos ser rápidos nos nossos pedidos. Então, rapidamente pedi o menu de dedugstação para duas pessoas, com pato. É um verdadeiro banquete. Entrada com empanados diversos (camarão, lagosta e uma coisa que não deu pra identificar), depois umas panquecas pequenas com lascaras de pato assado e cebolinha. Depois, peito de pato assado e fatiado, com brócolis, molho picante e arroz cantonês. De sobremesa, umas bolas de coco e leite condensado, com um molho de chocolate. Tudo muito saboroso.

Saímos do restaurante e fomos passear pela cidade. Saímos em busca de um produto de cabelo, que o cabeleireiro de Léo indicou. Fica numa parte muito estranha da cidade, perto de St. Denis, repleto de árabes e chineses.

Ainda nesse dia, voltamos ao hotel rapidamente, pegamos o cadeado que tínhamos feito a inscrição dos nossos nomes com a data do casamento, e rumamos para a Pont des Arts, para colocar nosso cadeado lá. Fizemos isso e ficamos um pouco lá, olhando o movimento.

Então, fizemos um lanche na doceria mais cara do planeta (segundo eu soube, há outras mais caras e melhores, mas eu nem conheço) chamada Le Café Fauchon, na região de Madeleine. Ali perto fica a igreja de La Madeleine, entramos na igreja, que é linda, e funciona onde antes ficava um templo romano.

Voltamos para o hotel, e nos arrumamos para o jantar marcado com a doce Telma (amiga de longa data, que mora em Paris há mais de 20 anos). Marcamos num bar - que estava fechado - na Bastille para, de lá, irmos a outro restaurante. Ela nos levou ao adorável Chez Les Sans Culottes, um pequeno restaurante tipicamente francês, sem muitos turistas. Um local para franceses comerem comida francesa. Bom papo, bom vinho, boa comida. Eu comi um steak tartare (porque eu gosto de carne crua mesmo), com batatas fritas e salada. Estava divino. Na saída do restaurante, Telma ainda fez a gentileza de nos levar de carro até o hotel, o que nos valeu um bom passeio noturno de carro, pela cidade, com direito a passar pela Torre Eiffel acesa e tudo.

Por volta das 23h, estávamos sãos e salvos no hotel.

 



Escrito por Celso Jr. às 15h18
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   CADERNOS DE VIAGEM DIA #10 - ATENAS/PARIS

Acordamos às 6h, em Atenas. Tínhamos marcado um taxi para as 6:30h, que nos levou ao aeroporto. Pontualmente, nosso motorista Dimitri estava na frente do hotel.

O aeroporto de Atenas fica longe da cidade. Há opção de ir de ônibus ou trem, mas preferimos ir de taxi pela comodidade. Uma comodidade cara, a corrida nos custou €45. 

O aeroporto de Atenas não é muito grande, mas funciona bem. Fizemos nosso check-in nas máquinas (em grego, mas com opção em inglês) e eu tive um susto. Namora de fazer o check-in, eu tinha pedido pra Léo segurar meu passaporte. Ele colocou no bolso dele e se esqueceu que tinha colocado lá. De repente, quando eu precisei do meu passaporte, achei que tinha perdido. Ficamos procurando, chegamos a perguntar a uma funcionária da empresa Aegean Airlines. Mas estava o tempo todo no bolso de Léo. 

Fomos despachar nossas bagagens. Cada um tem direito a despachar apenas um volume. Tínhamos uma mala média, cada um, ok. E ainda estávamos com uma pequena mala de bordo cada um (eu não tinha certeza se estas pequenas malas poderiam realmente ir conosco, e cada mala extra custava a bagatela de €40 pra despachar. Mas as malas estavam dentro do padrão. Ufa!

O ovo foi tranquilo. Foi servido um café da manhã. As aeromoças eram muito jovens, simpáticas e atenciosas. De Atenas a Paris são duas horas e meia de voo.

Chegamos em Paris, a temperatura estava em torno dos 10ºC. Um choque térmico, já que em Atenas chegamos a pegar 31ºC. Paris estava meio nublada com uma chuvinha chata. Pegamos um taxi no aeroporto Charles de Gaulle e fomos ao hotel, perto da Champs-Elysée.

O hotel Belmont tá em reforma, e tiraram o letreiro da frente, tivemos de dar duas voltas no quarteirão com o taxi, pra reconhecer o local. O taxi do aeroporto ao hotel ficou em €45.

Depois de tomar um banho e respirar um pouco, saímos do hotel. Tínhamos duas missões. A primeira era recarregar nossos cartões Navi-Go, que dão acesso ao metrô e aos ônibus. Fizemos isso facilmente, numa das máquinas da estação George V, do metrô, pertinho do hotel. A segunda missão era pegar um novo cartão de crédito para Léo, já que o dele foi bloqueado em Portugal pela atendente da locadora de carros.

Acionei meu mapa mental e chegamos ao endereço da American Express em poucos minutos. Rapidamente fomos atendidos e saímos Pr procurar um lugar para almoçar.

Ali por trás das Galleries Laffayette, encontramos um pequeno bistrô que parecia simpático. Sentamos numa mesinha para dois, e o garçom simpático nos ofereceu um bom vinho e os pratos do dia. Eu comi uma quiche com salada e Léo comeu um filé com salada e batatas fritas. Logo depois, chegou um grupo com seis brasileiros, então ficamos quietos pra ver o que acontecia. O garçom falava português, com sotaque de Portugal e trouxe um cardápio em português, com uma bandeirinha do Brasil impressa.

Fugimos dali.

Rodamos um pouco por ali, entramos na loja da Apple, comprei uma capa pro iPad e um pequeno gadget que permite usar dois fones de ouvido num mesmo aparelho. (Muito útil para ver filmes no iPad, durante  longas viagens) depois fui em busca de cuecas para mim. Consegui achar o que eu procurava, na H&M. Então, voltamos à região do hotel e fomos até a Häagen Dasz, pra tomar um sorvete.

No caminho em direção ao hotel, encontrei Deolinda Vilhena e uma amiga brasileira. Ficamos um pouco de papo por ali. Foi bom encontrar com ela. Minha amiga Telma me ligou e marcamos de nos encontrar no dia seguinte. 

Depois voltamos ao hotel. Tomei um banho. A ideia era sair pra jantar, mas, eu acabei desmaiando de sono, pouco depois das 22h.



Escrito por Celso Jr. às 17h33
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   CADERNOS DE VIAGEM - DIA #09 - ATENAS

Acordamos tarde no domingo. Mas às 10h descemos pro café da manhã no hotel. Desta vez, tinha um casal gay de meia idade que ficou sorrindo pra nós. Um mais gordinho, moreno, e o outro magro e esguio. Os olhares eram tão insistentes que achei que eles iam fazer contato em algum momento. Eles falavam alemão. 

Fomos até o parque onde fica o Templo de Zeus Olímpico, um imponente monumento com colunas imensas. Circulamos por ali. Há cordas que impedem que as pessoas avancem e entrem na área interna do templo, mas isso não foi empecilho pra um senhor oriental que subiu, toco uns colunas, tirou fotos, mesmo sob os insistentes apitos dos seguranças. A reação dos seguranças era como se estivesse sendo cometido um ato de terrorismo. A impressão é que o senhor japonês seria expulso do parque. Mas não vimos o fim da ação, porque estávamos do outro lado.

Dali, fomos de metrô até a região de Akadimia, onde fica a Universidade de Atenas, em busca do Museu do Teatro. Porém, ao contrário da informação que havia no site, estava fechado. No trajeto entre o metrô e o Museu do Teatro, havia uma filmagem acontecendo. Mas acho que era algum tipo de filme publicitário. Vimos algumas modelos anoréxicas, sentadas com cara de tédio, enquanto bibas maquiadoras pintavam suas caras.

Voltamos ao metrô e seguimos para Monastiraki, e entramos no parque onde fica a antiga Ágora de Atenas, a Ágora Romana e o imponente e super bem conservado Templo de Hefaestos (um dos únicos filhos legítimos de Zeus com Hera, deus do fogo, dos vulcões). O templo é bem menor do que o imenso Partenom, na Acrópole, e o de Zeus Olímpico, mas o bom estado de conservação impressiona e dá uma ideia mais clara de como eram as construções antigamente. Léo disse que daria um ótimo lounge para fazer festas, colocar uns pufes e sofás e tal... Eu gostei da ideia. Ao entrarmos na área dos sítios arqueológicos, nos encontramos com o simpático casal americano Chad e Kim, que havíamos conhecido na viagem a Epidaurus. Trocamos algumas poucas palavras, felizes pelo reencontro inesperado.

Depois do Templo de Hefaestos, saímos de Monastiraki e seguimos em direção à praça Syntagma, onde resolvemos almoçar no McDonald's!!! Comi um McGreek (sim, isso existe, é um pão grego, com dois hamburgeres, tzatziki, cebola e tomate). Na mesa ao lado, havia um grupo de jovens hindus, um deles estava usando um turbante lilás lindo. Então, um senhor se proximou do grupo, usando um turbante turco branco, e faloum alguma coisa que deixou o grupo tenso. O senhor parecia muito pobre, enquanto os jovens pareciam mais ricos. Mas nenhuma bomba estourou.

Depois, fizemos mais uma tentativa frustrada de ir a um museu. Segundo um site de informações, o Museu Nacional de Arqueologia ficava aberto no domingo até as 19h. Tudo mentira. Pegamos um taxi (que custou menos de €5) e chamos ao belom prédio do museu. Assim que chegamos, fomos informados que, aos domingos, fecha às 15h. Voltamos andando um pouco, por uma grande avenida, e entramos num buraco de metrô, até o hotel, para arrumar as malas.

Passamos um bom tempo fazendo uma engenharia complicada para arrumar as malas, porque o nosso voo Atenas/Paris, pela Aegean Airlines só permite um volume despachado, por passageiro, e as bagagens de mão não podem conter líquidos com mais de 100ml, objetos cortantes, etc.

Saímos pra jantar num pequeno restaurante oriental de massas, muito simpático e moderno, chamado Noodle Bar, que fica ao lado do hotel. De entrada deliciosas samosas e uma saladinha. Depois dividimos um macarrão com curry, com porco e cogumelos que estava delicioso. Lugar repleto de jovens gregos não turistas. Pratos baratos, foi mais barato que o McDonald's. Definitivamente a refeição mais barata da viagem.

Demos uma última volta pela região de Plaka e Monastiraki, para nos despedirmos de Atenas, por enquanto. A temperatura agradável, em torno dos 18ºC na noite de Atenas. Umas festas de música eletrônica bombando na cidade...

Preciso voltar a Atenas, pra conhecer o Museu Nacional de Arqueologia e o Museu do Teatro.

E Atenas é muito bacana. Uma cidade encantadora. Dormimos cedo, pra acordar cedo e embarcar para Paris.



Escrito por Celso Jr. às 03h36
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   CADERNOS DE VIAGEM - DIA #08 - CORINTO/MICENAS/EPIDAURO E "ANTÍGONA" EM GREGO

Acordamos cedo para pegar o ônibus de excursão pra o interior. Desta vez, nossa guia era Mikaela, uma bela grega.

Depois de 1:30h de viagem, paramos no canal de Corinto, construído a partir do final do séc. 19, para facilitar a navegação entre o mar Jônico e o mar Egeu. O ônibus faz uma parada e podemos tirar fotos e observar o estreito canal de cerca de 20m de largura, por onde passam navios de médio porte. Atravessamos a pequena cidade moderna de Corinto. 

(Emoção pura, já que é aí que se passa a história de Medeia. Pudemos ver de longe as montanhas, e os campos que cercam a cidade. Mas a antiga cidade de Corinto foi totalmente destruída por um terremoto, depois, saqueada pelos romanos e, finalmente, reconstruída pelos bizantinos, ou seja, há poucos vestígios que sobraram da época de Creonte e Medeia)

Depois a viagem segue pelas montanhas da Grécia, por mais duas horas até o sítio arqueológico de Micenas, local onde foi descoberto a antiga cidadela onde viveu Agamêmnon, durante a guerra de Troia. É lá que estão as tumbas de Clitemnestra e Egisto (assassinos de Agamêmnon). Ainda pudemos entrar no tesouro de Agamêmnon (uma grande tumba com um portal imponente) e o museu arqueológico do sítio. 

Depois da visita, fizemos uma parada na pequena vila de Micenas, para o almoço. Dividimos a mesa com um casal americano simpático, da cidade de Milwakee, perto de Chicago. Chad e Kim foram simpáticos, conversamos um pouco sobre Atenas, nossos planos de viagem e sobre a vida no Brasil e em Milwakee. Neste almoço, no restaurante King Menelaus, foi servida uma moussaka e depois um assado de cordeiro com batatas fritas e salada. Eu gostei muito.

Depois do almoço, a viagem segue até uma pequena cidade à beira mar, onde pudemos sentir o cheiro do Mar Egeu, num parada de meia hora. 

Dali, viajamos por mais duas horas até Epidaurus, onde está o maior e mais bem preservado teatro grego antigo. A região de Epidaurus é montanhosa e muito bonita. Chegamos ao local e fomos subindo até entrar pelo párodos esquerdo (por onde o coro entrava, nas apresentações) e, de repente, me encontrei em plena orchestra, com a tymele preservada. A emoção me dominou, o coração disparou. A imensa platéia semi-circular dominando a visão. Acústica perfeita.

Tomei um pouco de ar e falei algumas linhas do texto de Saluba.Medeia, para sentir a acústica impressionante. Obviamente, chamei atenção de alguns turistas que estavam por ali. Nenhum brasileiro à vista.

Depois, subi os degraus da platéia até lá em cima e fiquei imaginando aquilo lotado de gente, há 2.500 anos.

Então, quatro pessoas, turistas típicos, que estavam no centro da orquestra, começaram a entoar um canto coral, que durou cerca de três minutos. Delicadeza poética improvisada. Se fez um silêncio respeitoso e sublime para ouvir o doce canto. 

Mal o pequeno coral terminou, ouvimos o estridente apito de um dos guardas do local, que imediatamente ordenou num inglês com forte sotaque: "No more, no more!". A magia acabou. Mas a emoção continuava. 

Descemos os degraus, fomos dar uma olhada no museu, mas estava absolutamente lotado de turistas muito suados. Já passava das 16h, os turistas estavam andando pra cima e pra baixo desde a manhã. E, como se sabe, eles não curtem usar desodorante. Enfim...

Descobri que nos meses de julho e agosto, todos os anos acontece o Festival de Epidauros, em que há apresentações de espetáculos de teatro, dança e música ali. Fica a dica. Este ano, apresentaram Ifigênia (eu vi o cartaz).

A volta pra Atenas é feita por uma bela estrada à beira do mar.

Às 19:30h estávamos de volta ao hotel, pra tomar banho e sair pra assistir à montagem da tragédia "Antígona", num pequeno teatro de bolso, pertinho do hotel.

É uma montagem de poucos recursos, realizada por uma escola de teatro dali. Bons atores, direção fraca. Mas muito interessante escutar os versos de "Antígona" sendo interpretados em grego. A musicalidade da língua, o ritmo. Muito bonito. O ingresso custa €5 e uma coisa interessante: a moça da bilheteria não toca no dinheiro, que deve ser depositado numa pequena urna, sobre a mesa. Peguei um programa da peça, pra tentar ler depois.

Depois da peça, que começou mais de 15min. atrasada por causa de um dos atores (vimos na hora em que ele chegou, vindo de outro lugar, todo esbaforido e que, depois pudemos perceber que era o melhor ator em cena, fazendo o papel do soldado que prende Antigona) fomos jantar numa taberna ali perto.

Comemos gyros com abalada e batatas fritas. Estava regular. Mas era perto do hotel e estávamos exaustos. 

Atenas é uma cidade frenética. Uma boa surpresa. 

Voltamos pro hotel e fomos descansar.



Escrito por Celso Jr. às 09h08
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   CADERNOS DE VIAGEM - DIA #07 - ATENAS

Acordamos tarde, depois da farra de quinta-feira. Saímos do hotel por volta das 11h. Obviamente perdemos o horário do café-da-manhã.

Descemos a rua do hotel e fomos fazer um lanche no Starbucks de Plaka (a região histórica de Antenas, onde fica nosso hotel)

Depois fomos andando até a Acrópole de Atenas. Pagamos os €12 que dão acesso a vários monumentos da cidade.

Subimos as sinuosas ladeiras que dão acesso aos monumentos principais da Acrópole: Partenon, teatro de Dyoniso, Teatro de Herodos, e a visão espetacular da cidade inteira. Atenas é uma cidade de 5 milhões de habitantes, mas não há prédios altos, a cidade é toda espalhada e, vista de longe, parece toda branca.

Vários turistas de vários lugares do mundo disputando as melhores posições para tirar fotos. E há um clima de integração e gentileza geral ali. Pessoas gentilmente se oferecem para tirar fotos ou, sorrindo, pedem para tirarmos fotos delas. A língua geral é o inglês. Conversamos um pouco com um casal alemão, tiramos fotos de um casal italiano. 

Descemos a Acrópole e fomos ao modernismo Museu Arqueológico da Acrópole, onde são expostas várias peças encontradas no sítio arqueológico grego. O museu é incrível.

Depois de percorrer todos os andares, paramos para almoçar no restaurante do Museu. Apesar dos preços salgados, valeu pelo lugar e pela praticidade. 

Então tentamos andar até o antigo templo de Zeus Olímpico, mas já estava fechado. Ficou pra domingo. 

Percorremos as pequenas ruas de Plaka, cheias de lojinhas e restaurantes, em busca do pequeno teatro onde será apresentada a peça Antigona, que queremos ver no sábado. Achamos o teatro, mas estava tudo fechado, tentaremos comprar ingresso no dia, mais cedo.

Voltamos ao hotel, tomamos um banho relaxante e nos arrumamos para o jantar no restaurante chique.

O jantar estava reservado para as 21h, no restaurante Le Grand Balcon, que fica no terraço do hotel St. George, na colina de Lycabettus, um dos pontos mais altos da cidade.

A vista que se tem da Acrópole é de tirar o fôlego. Sentamos numa mesa na varanda. A lua pairando sobre a Acrópole.

Um amigo me disse que Théspis - o primeiro ator - fez sua última apresentação em Atenas, numa noite de lua e que depois, seu rosto ficou gravado na lua como forma de olhar lá de cima para os atores aqui em baixo. Théspis ontem estava vestido com as cores da Acrópole. Uma magia que a câmera do iPhone não conseguiu captar.

Eu comi peito de pato, com legumes e batatas. Léo comeu filé de badejo com um molho delicioso e bebemos um vinho grego.

Depois do jantar (nem tão caro quanto havíamos previsto), tomamos um taxi e voltamos ao hotel. Tínhamos que acordar cedo, no dia seguinte, pra fazer a viagem até Epidaurus.



Escrito por Celso Jr. às 18h48
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   CADERNOS DE VIAGEM - DIA #06 - ATENAS/DELPHI

O dia começou às 6:30h, quando acordamos, tomamos um banho e descemos para o café-da-manhã. Alguns americanos, uma família indiana e umas senhorinhas que eu acho que são inglesas.

Logo depois, fomos para o hotel Arethousa, ponto de encontro da excursão para a cidade de Delphi, que fica a cerca de duas horas e meia de ônibus de Atenas. Um grande ônibus, muito confortável, com a simpatica e excelente guia Melitza narrando histórias da mitologia, e explicando a paisagem.

Depois de uma hora de viagem, fizemos uma parada numa lanchonete e eu me recusei a pagar 4,50 euros por um copo de suco de laranja. Uma garrafa de água custou 1 euro.

Passamos pelo Parnasso (uma montanha importante) e chegamos à pequena vila de Delphi, que fica encrustrada nua lateral de uma colina. Muitos turistas de diversas partes do planeta estavam por lá. Um frio de 11ºC nos aguardava. Nossos companheiros de excursão eram uma família de australianos (pai, mãe e duas filhas), duas senhoras de Sri Lanka bem simpáticas, dois rapazes japoneses, um casal de chineses e duas outras senhoras colombianas.

Delphi - que nós chamamos de Delfos - foi um importante centro religioso, político, social e cultural da Grécia antiga. Lá ficava o oráculo, uma espécie de templo onde as sacerdotisas previam o futuro.

Faz parte do parque arqueológico as ruínas de um antigo mercado, alguns restos de construções que serviam como depósitos de tesouros, o templo de Apolo (onde ficava o oráculo propriamente, do qual só restam os alicerces e 6 das 18 colunas), o teatro grego para 4.000 lugares (pequeno, se compararmos com outros de porte muito maior) e um estádio para a prática de jogos, com arquibancada para até 7.000 espectadores. No pequeno teatro, eram realizados os festivais pitonais, que faziam parte das atividades de Delphi.

Delphi era um local de peregrinação. Foi lá que Laio, pai de Édipo recebeu a previsão de que seu filho iria matá-lo. Foi lá que Édipo recebeu a notícia de que iria matar o pai e se casar com a própria mãe. Foi lá que o mesmo Édipo recebeu a mensagem de que enquanto o assassino de Laio não fosse punido, a cidade de Thebas continuaria sendo assolada por uma praga.

Ao lado do sítio, fica o Museu Arqueológico de Delphi, com alguns dos objetos e estátuas encontrados nas escavações do templo e do complexo.

Depois da visita ao Museu, pegamos o ônibos e seguimos para o almoço (incluído no passeio), num restaurante para turistas ali perto, onde serviram uma torta de espinafre e um lombo de porco com arroz à grega!! Existe arroz à grega na Grécia, fiquei surpreso.

No caminho de volta a Atenas, a excelente guia Melitza nos mostrou a cidade de Thebas, ao longe. Momentos emocionantes.

Viemos para o hotel, tomamos um banho rápido e seguimos de metrô para a região de Gazi, uma área pouco turística da cidade, mas muito agitada, com seus bares, restaurantes e clubes noturnos.O metrô de Atenas não é muito extenso e foi meio uma aventura achar a plataforma certa, para ir na direção certa, porque os nomes escritos em grego não são muito fáceis, a princípio. Chegamos a Gazi.

Atenas ferve! Jantamos no moderninho My Plate, que serve uma comida grega para jovens gregos. O lugar é bem decorado, toca música techno e serve comida tradicional grega, mas num formato contemporâneo, com muitos pedidos take out (pra viagem). Ah, e garçons escolhidos em agências de modelo, com certeza. Comemos uma salada grega e umas carnes grelhadas com batatas fritas e tzitzik (um molho encorpado, à base de iogurte e alho)

Depois de saciada a fome, circulamos pela região, em busca de um bar gay chamado Sodade. Chegamos ao bar e descobrimos que só abriria à meia-noite, ainda eram 23:30. Então, fomos ao Jet Lag, um outro bar gay, que já estava com algum público. Depois de um drinque, resolvemos tentar o Big Bar, um bar gay de ursos. Mas não conseguimos achar. Então fomos ao Sodade. Estava razoavelmente cheio, com boa música. Mas o cansaço nos venceu. Pegamos um taxi (o metrô fecha à meia-noite) e voltamos para o hotel. O taxi custou 6 euros. Amanhã, Acrópolis.

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Escrito por Celso Jr. às 20h25
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   CADERNOS DE VIAGEM - DIA #05 - LISBOA/ZURIQUE/ATENAS

Acordamos num horário inumano - às 3h da madrugada, para devolver o carro e depois pegar o voo para Atenas.

Por volta das 4:30h da manhã, estávamos na fila do check-in do aeroporto de Lisboa quando faltou energia elétrica. Imagina na Copa... O check-in foi meio caótico. Muita gente de todo o mundo embarcando pra todo lugar do mundo. Essa é uma das delícias de viajar: ouvir os sotaques e ver os costumes de cada povo. Eu e Leo ainda nos divertimos muito identificando os brasileiros (pelas roupas, o volume da voz, os modos)

Entramos no Duty Free de Lisboa e fizemos pesquisa de preços de coisas para serem adquiridas na volta.

Nosso voo fazia conexão em Zurique.

O aeroporto de Zurique é imenso. Encontramos com uma moça brasileira chamada Jessica, que trabalha na lojinha dos chocolates Lindt. Compramos uma barra de chocolate com flor de sal.

Nosso voo Zurique/Atenas acabou atrasando quase duas horas, porque uma senhora estava bem doente, e passou mal ao embarcar. Teve de ser retirada do avião, e tiveram que remover as bagagens dela também. Espero que ela esteja melhor agora e tenha conseguido embarcar.

Depois de duas horas e meia de ovo, chegamos em Atenas. Um pequeno aeroporto, mas funcional. O sol brilhando em Atenas.

Fomos pra fila do taxi e tivemos de mostrar o papel com o nome do hotel, já que o motorista não entendia inglês e não nos entendia. Imagina na Copa.

Nosso hotel fica numa ruela estreita, no centro histórico da cidade, bem atrás da Acrópole.

Tomamos um banho rápido e fomos bater perna, ainda eram 19h, quando saímos pelas pequenas ruas da cidade. Muitos bares e restaurantes abertos, a cidade fervilhando de gente - turistas e gregos - fazendo farra em plena quarta-feira. 

Paramos num restaurante mais simples, com cara de tradicional grego, bem ao lado da catedral de Atenas, chamado Ithaka. Comemos uma salada grega e uma moussaka. Bebemos um vinho tinto de Creta. De sobremesa, ainda teve uma baclava deliciosa.

Depois do jantar, saímos andando e vendo as ruínas históricas. 

Por volta das 23h, voltamos ao hotel e caímos no sono. No dia seguinte, vamos a Delphi, ver o templo de Apolo.

A Grécia é massa!



Escrito por Celso Jr. às 14h23
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   CADERNOS DE VIAGEM - DIA #04 - SESIMBRA/LISBOA

Acordamos cedo e, antes das 8h, já estávamos tomando café.

Pegamos o carro e rumamos em direção a Setúbal. Atravessamos a Ponte Vasco da Gama, com sua bela arquitetura e imensa extensão.

A melhor ideia que tivemos nessas viagens pelo interior de Portugal foi usar o GPS do iPad, que funciona muito bem com a conexão 4G fornecida pelo aparelho que a locadora de carros nos alugou.

Em pouco antes das 10h da manhã, estávamos chegando ao Castelo de Sesimbra, que fica sobre uma colina, de onde se pode ver o mar embaixo. 

O castelo medieval foi construído no século 12, para servir de proteção aos limites da expansão portuguesa e já havia sido abandonado no século 16.

Está viagem tem sido boa pra conhecer construções portuguesas medievais. Sesimbra possui boa informações a respeito de como era a vida das pessoas comuns dos séc. 12 e 13. Não há grande fluxo de turistas, como em Óbidos e, na verdade, fora o castelo, não há atrações nos arredores, fora a bela igreja de Nossa Senhora do Castelo, que foi construída no séc. 18.

Ficamos circulando pelas muralhas antigas, vendo a estonteante paisagem do mar.

Saímos de Sesimbra e pegamos outra estrada, pra voltar a Lisboa, desta vez, atravessando a Ponte 25 de Abril.

Seguimos direto pra zona mais moderna da cidade, no Oceanário. Nos divertimos com os pinguins e com os peixes do mundo todo. Nisso, já tinha passado das 14h e estávamos com fome e com vontade de comer uma massa.

Fomos para o Rossio e paramos o carro num estacionamento subterrâneo. Demos algumas voltas e paramos no restaurante que nos pareceu simpático chamado Locanda Italiana. Fomos atendidos por um brasileiro, baiano de Vitória da Conquista chamado Gilberto. Comi um ravioli que estava bem gostosinho. 

Então, fomos conhecer o Castelo de São Jorge, que fica no alto de Lisboa. Mais um castelo medieval, desta vez, no centro da cidade. 

Depois de percorrer as ruelas de Óbidos e ver a paisagem estonteante de Sesimbra, São Jorge não tem mais tanto impacto. Mas a parte do Museu Arqueológico é bem interessante.

Ao sair do Castelo, tomamos um café e comemos um pastel de natas no The World Needs More Nata, onde estava tocando uma seleção musical com sucessos antigos de Tim Maia (acho que um dos rapazes que nos atendeu era brasileiro, mas não perguntei). Descemos as sinuosas ruelas e voltamos ao hotel, para descansar um pouco, arrumar as malas e sair para a ultima noite em Lisboa. 

Fomos ao bairro de Santa Catarina, jantar no tradicional Príncipe do Calhariz. A ideia era comer o prato do dia, um arroz de pato, mas César, nosso garçom brasileiro, de Teixeira de Freitas, nos informou que já havia terminado. Depois dos pasteis de bacalhau (que, no Brasil, chamamos bolinho), comemos um saborosíssimo arroz de polvo malandrinho (que é quase uma sopa, muito bom pra comer de colher), bebemos um vinho Dão.

Nos despedimos de Lisboa, em grande estilo lusitano. 

Voltamos ao hotel, para dormir poucas horas e partir para o aeroporto, em direção a Atenas, com uma longa conexão em Zurique.



Escrito por Celso Jr. às 07h10
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   CADERNOS DE VIAGEM #03 - FÁTIMA, ÓBIDOS e PENICHE

Acordamos e, logo depois do café-da-manhã, fomos pegar o carro que alugamos. Alugamos também um pequeno aparelho que permite acesso à internet 4G que retransmite via wifi para nossos aparelhos. Isso cobre todo o território de Portugal. Ou seja, temos acesso à internet nas estradas.

Saímos de carro, através de uma autopista e fomos diretamente para Fátima. Depois de 50 minutos de estrada, entramos na pequena cidade, toda arrumadinha, limpa e muito asséptica. Estacionamos e fomos direto para o Santuário. É um imenso pátio aberto, de um lado a imensa igreja moderna inaugurada nos anos 90 por João Paulo II, do outro lado, a Basílica, perto da Basílica, uma capela moderna construida por cima da capelinha que fica sobre a gruta onde as três crianças tiveram a visão da Virgem de Fátima, em 1917.

A energia que circula pelo local é imensa, como todo local de peregrinação. Parece um ímã energético que atrai gentes de todo o mundo. Fiquei arrepiado, emocionado, energizado.

Subimos à Basílica, circulamos um pouco. Fomos até a lojinha de lembranças. Depois fomos à cidezinha e comemos um sanduíche. Depois compramos algumas velas e acendemos.

Então, pegamos o carro de volta e pegamos uma estrada vicinal, em direção à cidade medieval de Óbidos. A cidade é circundada por uma imensa muralha construída em 1148, provavelmente por cima de uma construção romana anterior. A cidade, com suas estreitas ladeiras e casinhas antigas, vive do turismo.

O castelo de Óbidos

Havia dois ônibus com turistas brasileiros. Eu e Léo fomos evitando a horda. Percorremos as muralhas, descemos ao pequeno jardim, passeamos muito. Então, paramos numa pequena lanchonete, no lado de cima da cidade (longe de brasileiros, que não se aventuraram a subir tanto) e tomamos um refrigerante. O dia claro e a temperatura agradável. Então, decidimos pegar o carro e rumar para a ponta de Peniche.

Peniche é uma pequena cidade de pescadores (e surfistas), que fica numa ponta, ao norte de Lisboa. Chegamos um pouco antes do pôr-do-sol, ficamos sentindo o cheiro do mar, e o vento frio que vinha do Atlântico. Agora é outono na Europa, poucos surfistas ainda estavam no mar, mas havia muitos pescadores, com suas varas de pescar, nas pedras em frente ao oceano.

Decidimos comer alguma coisa por ali. Entramos num pequeno café e a simpática dona nos sugeriu a Av. Beira Mar, onde havia vários restaurantes. Entramos no simpático e acolhedor Katespero, onde comemos um delicioso (e baratíssimo) Porco Secreto Preto, uma espécie de bife de carne de porco, que estava delicioso, com batatas fritas e salada. Ainda teve sobremesa. E coca-zero, claro. O mais interessante foi a conta: menos de 30 euros. Em cada mesa, um sotaque diferente. Atrás de nós, um casal falando alemão. Ali, três homens (obviamente gays) falando italiano, ainda um casal de gordinhos falando um inglês com sotaque do meio-oeste americano. Na mesa exatamente ao lado, três surfistas trintões falando uma língua completamente incompreensível (norueguês? finlandês? dinamarquês? alemão com um sotaque desgraçado?).

Na nossa curiosidade, perguntamos à simpática dona, se ela sabia de onde eles eram. Ela não sabia, mas nos informou que no dia 9, estará sendo realizado um torneio internacional de surf profissional. Os rapazes deviam estar ali para isto.

Quando saímos do restaurante, já havia anoitecido (o sol se põe por volta das 19:20h), pegamos a estrada e, com a ajuda do Waze (um aplicativo de navegação do iPad) chegamos ao hotel em menos de uma hora.

Decidimos não sair à noite e ficamos no hotel, relaxando...



Escrito por Celso Jr. às 19h48
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   CADERNOS DE VIAGEM #02 - LISBOA

Acordamos um pouco mais tarde.

Fomos direto ao Teatro Nacional D. Maria II, e fizemos uma visita livre pelos corredores. Passei na livraria do teatro e comprei um DVD com uma produção portuguesa de peças de Beckett e uma peça contemporânea portuguesa.

De lá, pegamos o trem das 13:20h, para Belém. Depois de apenas duas estações, desembarcamos. Seguimos o fluxo de turistas, em busca dos pontos turísticos. Chegamos ao magnífico Mosteiro dos Jerónimos, uma imensa construção medieval.

Andamos um pouco e, depois de nós informarmos com a funcionária de um museu, rumamos para o Monumento aos Descobridores e, depois de andar um pouco, fomos à Torre de Belém. Emoção pura ao pisar nas velhas pedras. Pequena decepção, ao saber que a torre foi construída em 1520, ou seja, Cabral nunca esteve por ali. O prédio é lindo. 

A região de Belém é muito turística, sotaques de todos os cantos do planeta. E muitos, muitos brasileiros. Muitos.

Depois de uma bola de sorvete Häagen Dasz, sabor caramelo com sal, entramos no restaurante Adega de Belém, onde fomos atendidos por um garçom brasileiro bem simpático, que vive em Portugal há mais de 10 anos. Eu acertei no pedido (Bacalhau com natas), mas o Bacalhau à Lagareira de Léo não estava bom. Bebemos coca-zero.

Então fomos à famosa Fábrica de Pasteis de Belém, uma doceira lotada de turistas de todo o mundo. Me preocupei verdadeiramente com aqueles turistas da 3ª idade, se debatendo na fila para comer os pequenos pasteis feitos com açúcar e ovo. Entramos, para ver se conseguíamos uma mesa, mas era impossível, de tão lotado. Então, num golpe de sorte, percebi que havia um dos garçons que estava vendendo caixas com os pequenos pasteis, e aceitava o pagamento ali mesmo. Rapidamente, Léo pediu meia-dúzia, pagamos e saímos dali.

Rumamos de volta à estação do trem. Em poucos minutos estávamos de volta à Baixa. Fomos direto para o Arco da Rua Augusta, e subimos o elevador para ter uma visão em 360º da cidade. Testemunhamos o por-do-sol deslumbrante. E Lisboa, linda, colorida com os tons do crepúsculo. 

Descemos do Arco e seguimos pela Rua Augusta até o shopping Armazéns do Chiado. Fizemos uma pequena festa comprando cosméticos na Sephora e depois tomamos um café na Starbucks. Circulamos um pouco pelo shopping e voltamos ao hotel.

Depois de um banho relaxante (e de alguns momentos assistindo à TV portuguesa, fomos à região do Príncipe Real, procurar algum lugar pra jantar. Já passavam das 23h, domingo, seria uma tarefa arriscada. Depois de passar por dois lugares, seguimos a dica de um rapaz inglês, que nos sugeriu um bar chamado Snob, que servia refeições e ficava aberto até mais tarde todos os dias.

O Snob parece um bar de jogos, com as mesas cobertas com tecido verde, todo em madeira escura, com prateleiras preenchidas com garrafas de uísque. Fomos atendidos pela dona, uma jovem portuguesa simpática, que nos deu informações a respeito dos pratos. Pedimos o clássico Bife com Molho Snob e ovo frito. Uma carne macia, com um molho delicioso, batatas fritas e, claro, um ovo frito. Felizes, saímos de la e fomos para o Finalmente, um dos clubes noturnos portugueses mais tradicionais, para o público gay.

O Finalmente é a menor boate gay do mundo. Cerca de 30 ou 40 metros quadrados. Não tinha quase ninguém, ainda não tinha dado 1h da manhã. Mas o show das drags só começa às 3:30h.

Antes das 2h da manhã, já estávamos de volta ao hotel.


Lisboa é apaixonante.




Escrito por Celso Jr. às 05h33
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   CADERNOS DE VISGEM #01 - LISBOA

Quem quiser fazer uma viagem internacional em tempos pós 11 de setembro tem que aprender a ter paciência para enfrentar as filas. Fila pro check-in no aeroporto, fila pra passar pelo raio-x, fila pra controle de passaporte (isso antes mesmo de entrar no avião), depois das horas e horas de voo, ainda tem fila pra imigração e carimbarão de passaporte, fila pra o taxi...

A viagem foi tranquila. Foi servido um jantar decente, durante o voo, assisti boa parte de um filme (Antes do meio-dia, com Ethan Hawk, que eu achei meio chato). Dormi pouquíssimo. 

Chegamos a Lisboa pouco antes das 6h da manhã. Depois de uma longa - e animada - fila de imigração, pegamos um taxi e, poucos minutos depois, estávamos no hotel. Problema: a diária - como é de praxe - só começa a valer depois das 14h. Então deixamos nossas malas na recepção e fomos dar uma volta pelas redondezas do hotel. 

Estamos hospedados na região do Campo Pequeno, com sua bela construção mourisca...

Tomamos um café (e um pastel de natas) na Pastelaria Londres e ficamos  perambulando por ali. Pensamos em voltar ao hotel, na esperança de que haveria um quarto disponível mesmo antes das 8h da manhã, mas foi uma esperança vã.

Então decidimos guardar as mochilas pesadas junto com as malas e fomos para a Baixa.

Pegamos o metro (nota: em Lisboa não se fala metrÔ, e sim mÉtro), adquirimos um cartão com validade de 24h, por €6.

Descemos no Chiado. O sábado começava a fervilhar. Descemos a rua até o Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado. O prédio onde funciona o museu impressiona mais do que o acervo. Mas vale pela retrospectiva da arte portuguesa moderna/contemporânea. 

De lá, fomos tomar um café no Tartine, onde fomos atendidos por um rapaz tão bonito, de tirar o fôlego.

Descemos o Largo do Chiado em direção ao shopping Armazéns do Chiado. Várias lojas de grifes importantes, no meio do caminho.

Depois, fomos até o Rossio, e andamos até o Teatro Nacional D. Maria II (não confundir com Maria I, a louca). Voltamos ao hotel e, finalmente fizemos check-in. Dormimos um pouco.

À noite, famintos, pegamos o metro e fomos jantar no restaurante indiano Natraj Tandoori, perto do Largo do Rato. Comemos um frango com alho e um arroz temperado maravilhoso. Muita pimenta, hein!


Descemos a rua toda, passamos pelos restaurantes do Bairro Alto e fomos parar de volta ao Chiado, que estava fervilhando de gente. Chegamos a tempo de ouvir as últimas musicas da apresentação da Orquestra do Teatro São Carlos, no largo em frente ao Teatro. Tomamos um sorvete Häagen Dasz pra aliviar a pimenta do jantar e seguimos por ali

Por volta das 23h, pegamos o metrô de volta ao Largo do Rato e fomos ao The Cock Club. Uma espécie de boate gay, onde as pessoas não dançam, podem fazer sexo, mas não se define como um clube de sexo. Depois de alguma movimentação pouco suspeita, decidimos sair dali e procurar outro local.

Fomos parar na boite Trumps, onde estava acontecendo uma festa gay. Lá, por coincidência, encontramos o amigo Josemar, do Espírito Santo, que está em Lisboa, vindo da Croácia. Dançamos um pouco, e voltamos pro hotel.

Nota importante: em Lisboa, é permitido fumar nas boates. Quer dizer..

No taxi de volta, uma senhora invadiu o sinal vermelho e quase batemos. Nosso motorista veio xingando aos brados, todos os palavrões que conhecemos em bom português.

Assim foi o primeiro dia.



Escrito por Celso Jr. às 06h28
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   TENSÃO PRÉ-TRAVESSIA DO ATLÂNTICO

Daqui a pouco mais de 24 horas, estarei embarcando para a Europa.

Tudo pronto. Hoteis reservados, carro alugado, alguns passeios turísticos definidos.

A viagem começa por Portugal. Depois segue à Grécia. Finalmente termina na França.

Já fui a Paris algumas vezes. Sempre é um destino adorável, porque a cidade é convidativa, cheia de surpresas e, depois de algumas idas, cheia de familiaridades: os cheiros, os metrôs, os museus, a torre Eiffel...

É a primeira vez que sairei do aeroporto de Lisboa. Quero entender essa cidade. Quero vasculhar as ruas, perceber a língua, sentir os sabores de Lisboa. E sair pelo interior do país, desbravando os portugais.

Tenho medo da Grécia. Freud - que era Freud - passou mal, ao ver a Acrópole. Que será de mim, pobre mortal, diante das pedras helênicas? Tenho um almoço marcado em Corinto. Tenho uma visita a Epidaurus. Percorrer as ruínas, ficar nos teatros. Sentir a força da história do berço.

Ansiedade em 87%. Já não durmo há 3 dias.

Em breve, estes cadernos se tornam cadernos de viagem. Dia a dia.


Alguém ainda lê isto aqui?



Escrito por Celso Jr. às 02h02
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